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domingo, 6 de novembro de 2011

Sobre o The Walking Dead


A segunda temporada da série The Walking Dead começou e até o momento a qualidade da série se manteve intacta.
Quero ressaltar o que eu achei do primeiro capitulo( se você não o assistiu o faça antes de ler).

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Não quero falar da primeira temporada por já foi há bastante tempo e fez com que muitos fãs ficassem em uma sedenta espera pela estréia da segunda temporada. Depois do tenso final do sexto episódio no qual quase culminou na morte de todos sem a culpa diretamente dos "errantes", "andarilhos" ou simplesmente "zumbis" a segunda temporada começa exatamente no mesmo ponto.

Não vou ficar falando muito do episódio( só um pouco) que qualquer um pode ir lá e ver e tirar suas próprias conclusões. Mas o que ficou bem claro para mim nesse primeiro momento são os conflitos internos que o grupo de sobreviventes começou a travar por incríveis problemas de convivência. Não dá para dimensionar o nível de stress que um apocalipse zumbi pode trazer, mas parece que mesmo na maior catástrofe que a humanidade pode testemunhar os humanos vão continuar com o jogo de intriga, inveja e poder.

O grupo que se formou e se manteve por terem em comum ainda estarem vivos encontrou logo no inicio uma estrada bloqueada por carros. Enquanto averiguavam o que poderia ser útil dentro dos carros, uma caravana de zumbis vagavam na mesma direção. Todos se esconderam como podiam e é claro que dar algum tiro ali seria fatal pois alarmaria todos os zumbis e alguém acabaria sendo morto.

O primeiro sinal de egoísmo e desespero foi quando Andrea foi encurralada dentro do trailler e um zumbi examinava tudo enquanto ela tentava montar sua pistola, quando ao deixar cair uma das peças o zumbi acha seu esconderijo e começa a forçar a porta. Não importa ali se ela se mataria( como ficou subentendido) ou se atiraria no zumbi, em todo caso aquele tiro provavelmente mataria boa parte do grupo a julgar pela quantidade de errantes que trafegavam com a caravana. Andrea quase pois a vida de todos em risco em troca de seu suicídio ou de alguns minutos a mais de vida.

Depois dessa parte a pequena Sophia foi encontrada pelos zumbis e fugiu para a mata, em um ato de solidariedade e coragem Rick parte para ajuda-la deixando seu esconderijo. Na mata ele coloca Sophia em um local seguro  e tenta matar os dois zumbis que a perseguiam, após o ataque ele retorna e ela não está no local que ele havia colocado. Começa então uma incessante busca pela menina Sophia.

Reparei nessa parte a ingratidão por parte da mãe de Sophia que ao invés de agradecer Rick por tê-la salvo, o culpou por tê-la abandonado. Rick passou a ter o conflito se fez ou não o melhor ao deixa-la sozinha para matar os zumbis. Shane não teve dúvidas que Rick fez o melhor.

A busca por uma vida coloca em risco todo o grupo, mas todos ainda decidiam procurá-la enquanto Shane já está se preparando para deixar o grupo fugir sozinho por causa do seu amor pela esposa do Rick e toda a culpa que sente pelos ocorridos da primeira temporada. Andrea também decide deixar o grupo e praticamente já se sente morta, poir depois da morte da irmã o suicídio para algo inevitável para ela.

 O velho Dale para controlar a vontade do grupo mentiu sobre o conserto do carro para retardar a saída do grupo da estrada e manter acessa a chance de encontrar a menina viva. Uma decisão bonita mas de certa forma egoísta pois ele ousou a decidir sobre o destino de todas as vidas para possivelmente salvar uma . Fica ai o poder de decisão individual, se vale a pena ou não arriscar a vida de quem está seguro para talvez salvar alguém que nem ao menos se sabe se está viva.

No final acontece uma tragédia logo com a outra criança do grupo. O que já se pode pensar e pesar se realmente valeu a pena aquela busca, pois agora ao invés de uma possível criança morta poderemos ter, então, duas.

Parece então que teremos conflitos e conflitos além de apenas morte de zumbis. Parece que os desejos e o egoísmo e a ingratidão começará a dar às caras. Parece que existe essa parte ainda viva na mente da humanidade mesmo após uma catástrofe que já mudou toda a sociedade.

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